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Da boca para forA

02.10.2013

É naquele dia em que tudo dá errado que nosso domínio próprio, nosso equilíbrio, enfim, é posto à prova. E, quando não temos controle sobre essa carga de emoções, quase sempre quem está ao nosso redor, pertinho da gente, é que acaba pagando o pato.

Com certeza, você deve conhecer histórias sobre um amigo que ouviu em casa coisas como: “Sai daqui, moleque, você não serve para nada mesmo! Ou sobre uma garota que escutou de seus pais: “A mais velha é bonita e inteligente, mas essa aí... Se casar, já vou me dar por feliz!”.

Esse tipo de sentença negativa, como costumamos chamar em psicologia, é mais comum do que se imagina. E, infelizmente, ao contrário do que aquela conhecida expressão sugere, o que se diz “da boca pra fora” não é brincadeira. Pelo contrário, é muito sério. “Morte e vida estão no poder da língua”, diz a Bíblia, em Provérbios 18.21. Talvez, se quem proferisse palavras como essa soubesse o mal que causam, certamente não o faria mais. Porém, na maioria dos casos, quem agride verbalmente dessa forma também foi machucado pela vida e não teve instrumentos para lidar com essa dor de forma apropriada. Assim, essas pessoas repetem o modelo que conheceram. 

Costumo dizer que um homem em paz consigo é um homem em paz com o mundo, logo, o oposto também é verdadeiro: se estamos ´azedos´, nada ao nosso redor vai ser bom o suficiente. Mas vale, aqui, fazer uma distinção: uma coisa é acordar mal humorado, às vezes. E outra é parecer um fio elétrico desencapado que sai dando choque em todo mundo. Geralmente, os sentenciadores, que dizem coisas como as que citei, pertencem ao segundo grupo. São desequilibrados emocionalmente ou se desequilibram constantemente com muita facilidade.

O perigo é que, como pais, fomos chamados para reconciliar nossos filhos com Deus. E para isso, é necessário fazer com que eles conheçam esse Deus através das nossas vidas. Se formos mães ou pais destemperados, irascivos, intolerantes, que dizem coisas negativas a respeito de nossos filhos – que são exatamente o oposto da mensagem que Deus quer que comuniquemos a eles – além de afastá-los de nós, também faremos com que nossos filhos se afastem de Deus.

Pai e mãe que tiveram uma experiência transformadora com a pessoa de Jesus são pais que buscam o equilíbrio emocional na mesma pessoa de Jesus e em seu Espírito. Não dá pra conceber pais cheios do Espírito Santo aos berros com os filhos, sentenciando maldições ou jogando suas raivas e frustrações sobre eles. Como disse, uma falha, um momento difícil, enfim, expectativas frustradas podem acontecer com qualquer um de nós. Ao perceber o erro, devemos voltar e pedir perdão, nos reconciliando; não deixando margem para que o diabo trabalhe nas emoções dos nossos filhos.

Pais que amam a Deus amam seus filhos e, assim como Deus fez ao afirmar Jesus em público dizendo: “Este é o meu filho amado em quem tenho muito prazer” (Mt. 3.17), também nós devemos fazer. Nossas palavras têm poder na vida de nossos filhos, é um poder sobrenatural que nos foi confiado por Deus. Por isso, devemos sempre presenteá-los com palavras – muito mais que com coisas.

 

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